Alkhemia: Os Feiticeiros Modernos do Black Metal Francês que Estão Prestes a Lançar Seu Segundo Ritual
Bandas06 de março de 2026

Alkhemia: Os Feiticeiros Modernos do Black Metal Francês que Estão Prestes a Lançar Seu Segundo Ritual

Banda francesa de black metal lança segundo álbum Häxen pela Non Serviam Records em 13 de março. Após 70+ shows na Europa e um debut aclamado, o Alkhemia se firma como uma das forças do underground extremo.

A

Admin Tribhus

Autor

Existe uma frase em francês no encarte do álbum de estreia do Alkhemia que resume bem a filosofia da banda: "Que Dieu vous garde… mais pas trop longtemps" — "Que Deus vos guarde… mas não por muito tempo." Saída de Lille, berço histórico de uma cena metal prolífica no norte da França, a banda construiu em tempo recorde uma reputação que poucos projetos de black metal conseguem no primeiro disco. Agora, com Häxen, o Alkhemia se prepara para provar que o debut não foi acaso.

Imagem do post

De Lille Para os Palcos da Europa

O Alkhemia nasceu em 2021, reunido pelo vocalista James Spar com músicos veteranos da cena underground francesa. LePrince, guitarrista do En Finir, trouxe sua abordagem melódica e cortante. A.S.A., com passagens pelo Azziard, Redsphere e The Negation, assumiu o baixo e os vocais de apoio — além de ser o cérebro por trás da produção. Thomas Fontaine completou a parede de guitarras, e Alex Josien trouxe a artilharia na bateria.

O álbum de estreia, Abraxas, saiu em março de 2024 pela Malpermesita Records em edição limitada de 500 cópias em digipack — e esgotou. A recepção da crítica foi arrasadora. O Encyclopaedia Metallum descreveu o disco como uma experiência sonora poderosa que deveria ser lembrada por todo fã de black metal. A revista francesa Hard Force comparou o efeito hipnótico das composições ao canto das sereias. O site Two Guys Metal Reviews chamou de um dos melhores debuts recentes da cena francesa. Publicações como Metallian, Les Eternels, Heretik Magazine e Sware Metalen seguiram na mesma linha — elogios unânimes.

Mas o Alkhemia não parou pra aproveitar a recepção do disco. Caiu na estrada com mais de 70 datas pela Europa, dividindo palco com nomes de peso do black metal como Taake, Tsjuder, Necrophobic, Ellende, Ancient e Sunken, além de passagens por festivais como Cosmic Void e Dark Troll Fest.

Häxen: Bruxaria, Distopia e Revolta

Imagem do post

O segundo álbum, Häxen, chega em 13 de março de 2026 pela Non Serviam Records — uma das gravadoras mais respeitadas do underground extremo europeu. A data não é coincidência: sexta-feira 13. E o disco honra o simbolismo.

Häxen é uma jornada filosófica pela bruxaria e pela decadência de uma civilização que colapsa em distopia orwelliana. As sete faixas, que somam 44 minutos, encarnam a opressão dos "feiticeiros modernos" — marginais, dissidentes, inflexíveis — estigmatizados por recusarem as normas que desprezam. A banda descreve o álbum como um grito de revolta dos solitários voluntários, uma marcha sonora para os desafiadores e os livres.

Se Abraxas era puro black metal primitivo e visceral, Häxen mantém a brutalidade mas evolui para algo mais denso e introspectivo. A tensão constante entre fúria e lucidez, velocidade e melodia, violência e melancolia percorre todas as faixas. Fãs de Mgła, Gaerea, Naglfar, Der Weg einer Freiheit e Sargeist vão reconhecer a linguagem — mas o Alkhemia fala com voz própria.

A tracklist traz Zeitgeist, Excressence, Hissing Ratz, Prekonition, Stars and Frozen Faces, Nonsense e Remnants. Toda a gravação, produção, mixagem e masterização ficaram nas mãos de A.S.A. no Negurah Studio, garantindo controle total sobre o resultado sonoro.

Um Lineup de Veteranos

O que diferencia o Alkhemia de tantos projetos que surgem e desaparecem no underground é a experiência acumulada dos membros. A.S.A. carrega no currículo passagens pelo Azziard, Redsphere e The Negation — bandas que marcaram o metal extremo francês em diferentes momentos. LePrince veio do En Finir, trazendo uma sensibilidade melódica que equilibra a brutalidade dos vocais de James Spar. Thomas Fontaine e Alex Josien completam o quinteto com solidez técnica e presença de palco comprovada em mais de 70 shows em dois anos.

A estética visual também merece destaque. As fotos promocionais em preto e branco com corpse paint, a arte ocultista de Prekonition e Häxen — tudo comunica uma identidade coesa e autêntica, sem cair no clichê ou na caricatura.

Imagem do post

Sexta-Feira 13: O Dia do Ritual

Com o selo Non Serviam Records por trás, uma turnê europeia que já inclui datas confirmadas na Alemanha, Estônia, Finlândia e Inglaterra, e um álbum de estreia que impressionou crítica e público, o Alkhemia chega ao lançamento de Häxen numa posição privilegiada. O single Prekonition já está disponível em todas as plataformas e funciona como porta de entrada perfeita — frio, afiado, ritualístico.

"Nous avons appris à nous méfier des sorcières… mais pas de ceux qui les brûlent" — "Aprendemos a desconfiar das bruxas… mas não daqueles que as queimam." Essa é a provocação que fecha o encarte de Häxen. E é exatamente esse tipo de reflexão incômoda que faz do Alkhemia mais do que uma banda de black metal — é uma declaração de resistência.


Ouça Alkhemia:

🎵 Spotify 🎵 Bandcamp

Acompanhe:

🌐 Site Oficial 📸 Instagram 📘 Facebook 🎬 YouTube

Selo: Non Serviam Records

Compartilhar

A

Admin Tribhus

Administrador do Tribhus Blog