
Alkhemia: Os Bruxos Modernos do Black Metal Francês Lançam Häxen pela Non Serviam Records
O quinteto francês Alkhemia lança seu segundo álbum, "Häxen", pela Non Serviam Records — black metal moderno e oculto, sucessor do aclamado debut Abraxas (2024).
Admin Tribhus
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Há uma cena black metal pulsando em Lille, no norte da França, que vem ganhando atenção do mundo todo nos últimos anos. E no centro dessa efervescência está o Alkhemia — quinteto que em apenas cinco anos de existência já conquistou crítica especializada, fez uma turnê europeia de mais de 80 datas dividindo palcos com Taake, Necrophobic, Tsjuder e Ancient, e agora chega ao seu segundo álbum, "Häxen", lançado em 13 de março de 2026 pela respeitada Non Serviam Records. Um disco que se apresenta como uma jornada filosófica pela bruxaria e pela decadência de uma civilização à beira do colapso. E que já está no radar dos fãs de Mgła, Gaerea, Naglfar e Sargeist.

2020, Lille: A Forja do Alkhemia
O Alkhemia emergiu das sombras em 2020, sob o impulso do vocalista James Spar. A banda foi composta desde o início por músicos experientes vindos de outras formações respeitadas, e isso ficou evidente já no primeiro material. A proposta sempre foi clara: um equilíbrio raro entre melodias afiadas, atmosferas opressivas e agressividade crua, sem concessões.
A cena de Lille — historicamente fértil para o metal extremo francês — encontrou no Alkhemia um dos seus representantes mais ambiciosos. E esse status foi confirmado pela crítica especializada quando, em 2024, o álbum de estreia chegou ao mundo.

Abraxas (2024): O Estouro
"Abraxas", lançado em março de 2024, foi o tipo de debut que muda a trajetória de uma banda. Cinco faixas — "Homopresence", "Toxikon", "Transhumanization", "Primaveal Pantheons" e "Reminiscence Quintessence" — gravadas no Nebiros Studio e masterizadas por Clément Flandrois no Studio La Crypte.
A reação da crítica foi unânime. Dark Soul United chamou de "o melhor debut em muito tempo". Sware Metalen foi direto: "Abraxas é uma obra-prima. Nada a acrescentar, nada a mudar. Compre, cale a boca e ouça". A Hard Force comparou o efeito da música ao "canto das sereias", enquanto a Heretik Magazine apontou o disco como "prova ainda maior da saúde florescente da cena black metal de Lille".
O conceito do álbum já apontava para o universo intelectual da banda: Abraxas abordava a visão contemporânea do homem e da industrialização sinistra, entrelaçando a teoria dos dois lobos com elementos do 1984 de George Orwell.
A Turnê Europeia e a Aliança com Non Serviam
Após o lançamento do Abraxas, o Alkhemia partiu para uma turnê massiva de mais de 80 datas pela Europa, dividindo palcos com nomes consagrados do gênero: Taake, Ellende, Antrisch, Servant, Necrophobic, Tsjuder, Ancient, Tsatthoggua e Sunken. A presença em festivais como Cosmic Void e Dark Troll Fest confirmou o status: o Alkhemia havia deixado de ser promessa e se tornado nome estabelecido.
Em 2025, o anúncio: o Alkhemia assinava com a Non Serviam Records, selo internacionalmente respeitado pela curadoria de black metal sem concessões. A própria banda definiu a parceria como a busca por "o altar onde depositar essa visão". A Non Serviam, por sua vez, declarou: "Sua mistura única de black metal moderno furioso, profundidade atmosférica e temas profundos ressoou imediatamente conosco."
Häxen: Sete Cantos para os Bruxos Modernos
O segundo álbum do Alkhemia chegou em 13 de março de 2026 com sete faixas e 44 minutos de duração: "Zeitgeist", "Excressence", "Hissing of Rats", "Prekonition", "Stars and Frozen Faces", "Nonsense" e "Remnants". Gravado, produzido, mixado e masterizado por A.S.A. no Negurah Studio, o disco preserva as raízes cruas e abrasivas de Abraxas mas avança para um território mais rico, moderno e introspectivo.
A descrição da banda diz tudo: "violento mas melancólico, rápido mas melódico, conduzido por uma tensão constante entre raiva e lucidez". Conceitualmente, Häxen é uma jornada filosófica pela bruxaria e pela decadência de uma civilização que desliza rumo a uma distopia orwelliana — um mundo onde aqueles que se recusam a se conformar tornam-se párias. Os "bruxos modernos" do título são exatamente esses dissidentes marginalizados, estigmatizados por rejeitarem normas que desprezam.
A banda resume o álbum com uma frase em francês que poderia servir de manifesto político e estético do projeto:
"Aprendemos a desconfiar das bruxas… mas não daqueles que as queimam."
A Formação do Alkhemia
James Spar — Vocais
A.S.A. — Baixo, Guitarras, Vocais, Sintetizadores
LePrince — Guitarras
Thomas Fontaine — Guitarras
Alex Josien — Bateria
Próximos Shows
A turnê de divulgação do Häxen já está em andamento, com datas confirmadas em vários países europeus, incluindo Berlim (Spirale), Estônia (Konservatoorium e The Krypt), Finlândia (Nirvana, Lepakkomies, Varjobaari) e Reino Unido — onde o Alkhemia se apresentará no histórico Electric Ballroom, em Londres, em 18 de setembro de 2026.
Ouça Alkhemia:
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