
Angel Point: "Come By My Side" e o convite pra não caminhar sozinho
Projeto solo do produtor e multi-instrumentista Paulo Orsuli, nascido em home studio em Peruíbe (SP), o Angel Point resgata a essência do grunge com uma pegada intimista. "Come By My Side", faixa do álbum "Material Delusion", começa no incômodo de não se encaixar e termina num convite.
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Tem música que nasce de uma frustração e termina num convite. A "Come By My Side", do Angel Point, é uma dessas: começa no incômodo de não caber no mundo e acaba chamando alguém pra atravessar junto.
O Angel Point é o projeto solo do produtor e multi-instrumentista Paulo Orsuli, nascido em 2025 dentro de um home studio em Peruíbe (SP). A sonoridade resgata a essência do grunge e junta a ela um toque sentimental, intimista e introspectivo.

"Come By My Side": da frustração para a conquista
Nas palavras do próprio artista, a letra carrega a angústia de uma pessoa que não consegue se encaixar na sociedade por ser sensível demais, e escancara a frustração diante da rigidez e da frieza humana.
A virada vem quando essa pessoa entende que não precisa caminhar só — e chama quem passa pela mesma coisa pra criar um vínculo. É daí que sai a resiliência da faixa, mesmo com o peso do cotidiano.
A sonoridade acompanha esse caminho: riffs pesados e um refrão reflexivo, alternando a dinâmica da frustração para a conquista. O refrão não pede, convida:
"I bet that we'll get out of this junkyard / Wait is not a option / It's a necessity / Come by my side."
Por que as letras são em inglês
É escolha, não acaso. Paulo Orsuli canta em inglês porque acredita que a sonoridade das músicas se encaixa melhor assim, aproveitando também a licença poética das letras — um trabalho pensado de forma universal, pra quem quiser ouvir.
A mesma lógica vale pra produção: mesmo com um instrumental caprichado, o artista prioriza a licença poética em favor da sonoridade. Os vocais ganham uma abordagem natural e quase relaxada, trocando a perfeição polida por algo visceral e orgânico. Se esse assunto te interessa, vale passar pelo nosso texto sobre produção musical independente.

De onde vem o nome
"Angel Point" nasce da ideia de encontrar um lugar seguro e elevado pra observar e refletir: um "Ponto Anjo", de onde dá pra enxergar as coisas por outro ângulo e se expressar sem filtros. Ouvindo o disco, o nome faz sentido.
O que dá pra ouvir na Tribhus
"Come By My Side" é a terceira faixa de "Material Delusion" (2026), o trabalho mais recente do projeto, com sete músicas. Mas não é o único: o perfil do Angel Point na Tribhus tem também "Temple Mondo" (2025), de seis faixas, e "South Lake" (2023), quatro faixas feitas em parceria com Fagner Pimentel.
Dá o play
Do "South Lake", a parceria com Fagner Pimentel rendeu o clipe de "Like a Stranger" — é o vídeo que o próprio artista deixou no perfil dele na Tribhus:
É som de home studio no melhor sentido do termo — feito perto, sem intermediário. Se você curte essa pegada, dá uma olhada também no nosso guia de bandas de grunge, de Seattle à cena independente brasileira, e conheça a Mad Sneaks.
Ficha técnica
Projeto: Angel Point
Quem é: Paulo Orsuli, produtor e multi-instrumentista
Origem: Peruíbe (SP)
Nascido em: 2025, em home studio
Estilo: grunge, rock alternativo e indie rock
Faixa em destaque: "Come By My Side"
Álbum: "Material Delusion" (2026), sete faixas
Outros trabalhos: "Temple Mondo" (2025) e "South Lake" (2023, com Fagner Pimentel)
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Perfil na Tribhus: Angel Point
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