Dreadrott lança "Free Meat Grinder": death metal de Istambul gravado em três continentes
Lancamentos26 de setembro de 2026

Dreadrott lança "Free Meat Grinder": death metal de Istambul gravado em três continentes

O Dreadrott, projeto de death metal de Istambul, estreia com "Free Meat Grinder": um minuto e cinquenta e três de ataque, com bateria gravada na Austrália, voz na Venezuela e mixagem em Londres.

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O Dreadrott é o projeto de death metal de Erhan B, guitarrista e baixista de Istambul, na Turquia. A estreia saiu em 28 de agosto de 2026: "Free Meat Grinder", um single de um minuto e cinquenta e três que não desperdiça nenhum segundo.

A faixa foi terminada em quatro lugares e três continentes. As guitarras, o baixo e a produção são do Erhan, no estúdio caseiro dele em Istambul. A bateria veio da Austrália, a voz da Venezuela, e a mixagem e a masterização foram feitas em Londres.

Erhan B, criador do Dreadrott, em foto preto e branco entre duas guitarras, vestindo camiseta da banda

Riffs guardados, um projeto novo

O Erhan não é estreante. Ele tocou baixo e ajudou a compor os riffs do Cadaverous, banda turca de death metal conhecida pela demo "Psychopathologist", de 2000. O Dreadrott nasceu depois de uma longa pausa, como um jeito de finalmente gravar os riffs que ele foi acumulando nesse tempo. O nome atual foi adotado em 2025.

Para dar vida ao material, ele chamou músicos de sessão de outros países. Robin Stone gravou a bateria no próprio estúdio, em Nova Gales do Sul, na Austrália. Carlos T gravou a voz na Venezuela. Marvin T mixou e masterizou no Tides Studio, em Londres. O logo é de Bani, e a ilustração da capa, de Eren Sahin.

O som: velha escola com peso de agora

A base é death metal de riff à moda antiga, com agressão que não afrouxa. Por cima disso entram a afinação muito baixa e o peso de produção do deathcore, a bateria densa e técnica do death metal técnico e as mudanças de seção constantes de quem ouviu muito metal progressivo. As referências que o próprio projeto cita são Misery Index, Despised Icon, Hideous Divinity, Cattle Decapitation, Aborted e Psycroptic.

Violência vendida como entretenimento

O ponto de partida da letra é uma acusação de assassinato que um programa de TV de auditório transformou em espetáculo. O que interessa ao Dreadrott não é o crime em si, e sim o mecanismo: a maneira como a tragédia é embalada e servida ao público, com o horror sendo aumentado para prender a audiência, até que um assunto de tribunal vira material de ibope.

A estética de filme de terror B, com moedor de carne e tudo, funciona como metáfora para histórias humanas processadas, embaladas e consumidas pela economia da notícia, do entretenimento e dos dados. O próprio projeto aponta o parentesco com o jeito como Dying Fetus e Cattle Decapitation usam imagens de violência física para falar de política e sociedade. A posição do Erhan cabe numa frase dele: "não deposite sua fé na política do momento, mas também não se desligue dela".

Um aviso para quem for atrás da letra: ela é explícita, como manda o gênero.

O vídeo acima é o drum playthrough do Robin Stone, que dá a medida do trabalho de bateria da faixa. O lyric video oficial está no canal do Dreadrott.

Estrear com menos de dois minutos é uma aposta, e aqui ela funciona: "Free Meat Grinder" é curta porque não tem nada sobrando, não porque falte ideia. Tem riff de velha escola, produção atual e um assunto de verdade por trás do sangue. O próximo passo já está anunciado: um EP de quatro faixas, também independente.

Leia também: Aermst lança "Penetration Of Hate", outro projeto terminado por músicos que gravaram cada um no seu país, e as outras duas bandas da curadoria desta semana: No-mad e Mickey Lyxx.


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