Nine Red Moons lança "Archetypes", o heavy metal que Sepultura e Viper gravaram juntos pela primeira vez
Lancamentos01 de setembro de 2026

Nine Red Moons lança "Archetypes", o heavy metal que Sepultura e Viper gravaram juntos pela primeira vez

Com Paulo Xisto, do Sepultura, e Felipe Machado, do Viper, dividindo o mesmo disco pela primeira vez, "Archetypes" traduz a teoria dos arquétipos de Carl Jung em heavy metal oitentista.

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O Nine Red Moons lançou "Archetypes", single de heavy metal com raiz nos anos 80 que traduz em música a teoria dos arquétipos de Carl Jung. A faixa fala de morte, luto e transcendência, e o refrão resume a ideia central: "Death is only a passage, immortal is your soul".

Tem um detalhe que faz dela um marco: os solos de guitarra são de Eduardo Simões e Felipe Machado, e o baixo é de Paulo Xisto. É a primeira vez que músicos do Sepultura e do Viper tocam juntos num mesmo álbum.

Um projeto de sete países com base brasileira

O Nine Red Moons não é banda de um país só. É um encontro de músicos do Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Ucrânia, Polônia, Grécia e Itália, e nasceu na pandemia, quando o guitarrista Eduardo Simões (ex-Pit Passarell, ex-Chakal) transformou o isolamento em composição.

Na formação de "Archetypes" estão Tasos Lazaris nos vocais, Eduardo Simões e Felipe Machado nas guitarras, Paulo Xisto no baixo, Polina Kermesh Faustova no violoncelo, Victor Simões nos teclados e Angelo Spilotros na bateria.

A lista de quem passou pelo projeto explica o peso do currículo: Derek Sherinian (Dream Theater, Alice Cooper, Kiss), Hugo Mariutti (Shaman, Andre Matos), Alan Wallace (Eminence), Val Santos (Viper) e Fabio Alessandrini (Annihilator, Rhapsody), entre outros. A violinista Julia Stein é mestre pela Guildhall School of Music and Drama, e a violoncelista ucraniana Polina Kermesh Faustova integra a orquestra de Hans Zimmer.

Arte de divulgação de Archetypes, com Paulo Xisto e Felipe Machado

A música: Jung, Black Sabbath e um vocal que passeia entre Dickinson e Dio

"Archetypes" abre com uma introdução escura e climática, e logo entra um riff pesado com acentos que remetem ao Black Sabbath. O vocal de Tasos Lazaris transita entre referências a Bruce Dickinson, Geoff Tate, Ronnie James Dio e James Hetfield, sempre casado com o baixo de Paulo Xisto.

A letra examina padrões psicológicos universais sob a perspectiva dos mistérios da existência. É o tipo de tema que costuma soar pretensioso e aqui não soa, porque a música sustenta: a faixa foi coproduzida por Alan Wallace no Audio One Studios, em Belo Horizonte, com mixagem e masterização de Val Santos em São Paulo.

Sobre a produção, a banda faz questão de registrar uma coisa no press release: nenhuma música foi escrita ou gravada com inteligência artificial. A capa é assinada pelo artista Jean Michel, da DSNS Art, que já trabalhou para Queensrÿche, Metal Church e George Lynch.

O que vem depois

"Archetypes" se junta a "No Man's Land" e "Sumerian Songs for the Dead", já disponíveis nas plataformas, e todas fazem parte de um EP de seis faixas que a banda prepara. O nome, aliás, não tem leitura religiosa nem política: segundo Eduardo Simões, veio de detalhes de filmes e livros, com "forte influência nerd".

Para a curadoria da Tribhus, o que chama atenção em "Archetypes" não é a lista de convidados, por mais impressionante que ela seja. É o fato de a faixa funcionar sem depender dela. Tira os nomes do release e sobra heavy metal bem escrito, bem tocado e com identidade própria, que é exatamente o mais difícil de conseguir.

Leia também: a matéria da Tribhus sobre o projeto Nine Red Moons.

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