Rivetskull: A Banda que Nasceu de um Tributo ao Dio, Tocou no Masters of Rock e Agora Grita Contra o Caos do Mundo
Bandas09 de março de 2026

Rivetskull: A Banda que Nasceu de um Tributo ao Dio, Tocou no Masters of Rock e Agora Grita Contra o Caos do Mundo

Banda de Seattle que nasceu como tributo ao Dio conquista o Masters of Rock e lança The Hammer Falls, single politicamente carregado de heavy metal puro. Conheça o Rivetskull.

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Tem uma história que se repete no heavy metal: músicos se juntam pra homenagear um ídolo, e no processo descobrem que têm algo próprio a dizer. Foi exatamente assim com o Rivetskull. Três amigos de Seattle unidos pelo amor à música de Ronnie James Dio passaram quase uma década como banda tributo, rodando os Estados Unidos e a Europa, até perceberem que não queriam mais apenas reproduzir — queriam criar. O resultado é uma das bandas de heavy metal tradicional mais autênticas da cena atual americana, que em 2025 subiu ao palco do Masters of Rock na República Tcheca e agora lança The Hammer Falls, um hino carregado de urgência política e peso sonoro.

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De Rising a Rivetskull: A Origem

Tudo começou em 2009, quando o vocalista Chad McMurray, o guitarrista Mark Plog e o baterista Michael Robson se encontraram em Seattle sob a bandeira do Rising, um tributo a Ronnie James Dio. A química foi imediata, e por quase uma década a banda percorreu palcos nacionais e internacionais, cobrindo o repertório do Rainbow, Black Sabbath e Dio com fidelidade e paixão.

Mas por trás das homenagens, os três acumulavam décadas de experiência individual que iam muito além do tributo. Chad, além de vocalista, é produtor — dono do extinto Khaos Studios e do venue The Mix em Seattle, onde produziu centenas de bandas locais. Ele também passou 20 anos em turnê mundial com o No Quarter, um tributo ao Led Zeppelin, interpretando o papel de John Paul Jones. Mark Plog traz bagagem da cena texana dos anos 80, onde sua banda Guardian dividia palcos com Pantera, King's X e Helstar em venues lendários de Houston como Cardi's e Rockers. Michael Robson é veterano da cena de Seattle, um baterista com raízes 100% metal e uma versatilidade construída em anos de palco.

Em 2014, nasceu o Rivetskull. O baixista Johnny "Plays Bass" Massey, conhecido pela presença de palco imponente e pelo domínio dos contrabaixos Spector, se juntou oficialmente em 2024, completando o quarteto que hoje sobe aos palcos.

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Trail of Souls e Absence of Time: A Construção do Som Próprio

O debut Trail of Souls: Samsara (2023) foi a declaração de independência. Longe de ser apenas "ex-tributo que virou banda original", o Rivetskull mostrou composições sólidas com letras que exploram lutas internas, resiliência e a condição humana — algo que a banda batizou de "heady metal", um trocadilho que reflete a proposta de unir peso e reflexão.

O segundo álbum, Absence of Time (2024), consolidou a evolução. Mixado por Matt Hyde, o disco ganhou até uma versão em Dolby Atmos para Apple Music, Tidal e Amazon Music — algo raro no underground. A Decibel Magazine fez uma entrevista de destaque com a banda, e a turnê seguinte ao lado da Artillery, lenda do thrash dinamarquês, percorreu mais de 20 cidades dos Estados Unidos.

The Hammer Falls: Urgência Política em Forma de Metal

O novo single The Hammer Falls marca uma virada temática. Enquanto os álbuns anteriores mergulhavam em introspecção e espiritualidade, essa faixa é uma resposta direta ao clima político atual. O vocalista Chad McMurray descreve o single como nascido da turbulência que se vive hoje, e questiona se é hora de agir ou aceitar o que está acontecendo. A primeira vez que tocaram a música ao vivo foi no Masters of Rock 2025, na República Tcheca — um festival que naquele ano trouxe nomes como HammerFall, DragonForce, Floor Jansen, Till Lindemann, Soulfly e Apocalyptica. Para uma banda independente, dividir cartaz com esse calibre de artistas não é pouca coisa.

A arte do single reforça a mensagem: um martelo suspenso em um céu vermelho apocalíptico, raios e ruínas — imagem que dialoga diretamente com a urgência sonora da faixa.

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Heavy Metal Sem Atalhos

O Rivetskull faz questão de deixar claro: sem playback, sem truques, sem gimmicks. O que se ouve no disco é o que se ouve ao vivo. Esse compromisso com a autenticidade se reflete até nas escolhas de equipamento — Mark Plog toca sua mesma Jackson Custom Soloist dos anos 80, agora acompanhada de um amplificador ENGL Special Edition, enquanto Johnny Massey empunha seus contrabaixos Spector com a autoridade de quem passou décadas na cena do Pacific Northwest.

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As fotos ao vivo do Masters of Rock mostram uma banda que pertence àquele palco. Chad com seu chapéu e correntes dominando o front, Mark concentrado na Jackson, Michael sorridente atrás da bateria TAMA, e Johnny com os braços abertos segurando o Spector branco — é heavy metal como deve ser: presença, atitude e som.

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O Que Vem Por Aí

Com o impulso do Masters of Rock, o Dolby Atmos de Absence of Time, a recepção positiva da imprensa e um single que captura o espírito do momento, o Rivetskull está numa trajetória ascendente. A banda opera sob a Stargazer Management e já provou que tem alcance internacional. Heavy metal direto, cozido na receita original — como eles mesmos dizem.


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