Serpico: A Banda Finlandesa que Gravou Tudo em Fita Magnética Pra Te Lembrar Como o Rock Deveria Soar
Internacional20 de março de 2026

Serpico: A Banda Finlandesa que Gravou Tudo em Fita Magnética Pra Te Lembrar Como o Rock Deveria Soar

Banda de Pori, Finlândia, lança Dressed in Flesh pelo Golden Robot Records — 9 faixas gravadas em fita magnética analógica, sem autotune, sem edição. Rock de verdade.

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Duas décadas de estrada, um contrato com uma gravadora americana e um álbum gravado como se o Pro Tools nunca tivesse sido inventado. É assim que o Serpico chega com Dressed in Flesh, lançamento de setembro de 2025 pelo Golden Robot Records — e talvez o disco de hard rock mais honesto que você vai ouvir neste ano. Sem drum samples, sem autotune, sem edição digital. Só quatro caras de Pori, na Finlândia, tocando juntos numa sala como se fosse um show ao vivo, com a lenda Anssi Kippo na produção e a fita magnética capturando cada imperfeição humana que faz o rock respirar de verdade.

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Pori, Finlândia, 2005: Onde Tudo Começou

O Serpico nasceu em 2005 na cidade de Pori, no litoral oeste da Finlândia. Desde cedo, a proposta era simples e sem concessões: hard rock de verdade, pesado, suado e carregado de atitude. Ao longo de quase vinte anos, a banda construiu uma trajetória sólida no underground europeu — lançou múltiplos álbuns, rodou palcos em vários países e dividiu o palco com alguns dos maiores nomes do rock clássico. Michael Monroe, The 69 Eyes, Geoff Tate e o guitarrista do Hanoi Rocks Andy McCoy são apenas alguns dos ícones ao lado dos quais o Serpico já se apresentou.

Um momento emblemático veio em 2023, quando a banda foi convidada a se apresentar no The Garage, em Londres, como parte da celebração dos 35 anos do álbum Operation: Mindcrime, de Geoff Tate. Não é o tipo de convite que se recebe por acaso — é o tipo que confirma que o mundo do rock clássico já reconhece o Serpico como um dos seus.

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Anssi Kippo e a Decisão de Não Mentir

Em 2019, o Serpico começou uma parceria que mudaria o rumo da banda: o produtor Anssi Kippo, lendário pelos trabalhos com o Children of Bodom e outros gigantes do metal finlandês, entrou como produtor. A filosofia de Kippo é a mesma da banda — autenticidade ou nada. Os álbuns são gravados em fita de carretel no Astia Studio, em Lappeenranta, sem edição digital, sem truques de estúdio. O que entra na gravação é exatamente o que sai nos alto-falantes.

"Estive 30 anos como produtor profissional e gravei álbuns de ouro e platina. O Serpico se destaca não só pelo songwriting, mas especialmente por trazer de volta o genuíno senso de perigo à música rock", declarou Kippo ao anunciar a parceria com o Golden Robot Records.

O resultado dessa filosofia ficou evidente quando a banda assinou em 2024 com o Golden Robot Records, tornando-se a primeira banda finlandesa na história do selo americano. O mundo estava prestando atenção.

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Dressed in Flesh: Nove Faixas Que Não Pedem Desculpa

Lançado em setembro de 2025, Dressed in Flesh é o álbum mais ambicioso e focado do Serpico até hoje. Nove faixas que fluem como um show ao vivo — com peso, groove e a sensação física de algo tocado por humanos de carne e osso.

O álbum foi precedido por três singles que já mostravam o que estava por vir. "Hard as a Cannonball" abre com riffs de guitarra dupla de alta voltagem que sangram pelos alto-falantes — foi usada em vídeo dirigido por Ville Juurikkala, cineasta que já trabalhou com Slash, Steven Tyler e Nightwish. "Rock n' Roll Is Not Dead" virou declaração de princípios e foi selecionada pela Metal Hammer Alemanha entre as 25 músicas mais importantes do período. "Sweet Rebel Darling" equilibra peso e melodia sem suavizar um milímetro da atitude da banda.

Mas o álbum vai além dos singles. Faixas como "Lightning Strikes", "Iron Boots" e o épico encerramento "Mayday" mostram que Dressed in Flesh não tem pontos fracos — cada música poderia ser single. A SPIN Magazine resumiu bem: o som do Serpico é "rock and roll streetwise e confiante vindo da Finlândia, altamente reminiscente de seu compatriota lendário Michael Monroe."

A Vocalista, o Álbum e os Anos Difíceis

Dressed in Flesh não nasceu de um momento fácil. Vee Dour, vocal da banda, foi direto ao ponto ao comentar o processo: "Este álbum saiu de alguns anos e momentos realmente difíceis, tanto física quanto mentalmente. Trabalhar com Anssi Kippo elevou cada música a um novo nível — não há elos fracos. Dressed in Flesh é nosso álbum mais duro, e não poderia estar mais orgulhoso."

Essa honestidade atravessa cada faixa do disco. Dressed in Flesh soa como música feita por pessoas que tinham algo a perder — e que jogaram tudo na mesa mesmo assim.

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Por Que o Serpico Importa

Numa era em que o rock é frequentemente simulado por algoritmos e produção asséptica, o Serpico faz exatamente o oposto: vai mais fundo no analógico, mais fundo no humano, mais fundo no que faz a música mover alguma coisa dentro da gente. Dressed in Flesh não é nostalgia — é uma declaração de que honestidade, risco e alma ainda importam. Com turnê finlandesa confirmada para 2026 e shows internacionais na sequência, a banda está longe de terminar o que começou.


Ouça Serpico:

🎵 Streaming — Dressed in Flesh

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